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quinta-feira, 10 de março de 2011

A Mão da Glória

cena do filme The Wicker Man, 1973


A Mão da Glória é um amuleto bastante perturbador, com uma reputação de fazer seu dono invisível e paralisar aqueles que vêem a sua luz. Era muito popular entre os ladrões e assaltantes, alguns exemplares ainda estão pendurados em museus.

O nome deriva da palavra "Mandaglore", por sua vez derivado do Mandrake (mandrágora), uma raiz mágica muito popular entre os ocultistas, bruxas e feiticeiros.

O modelo tem cinco velas, uma cada dedo. A tradição diz que, neste caso, se a vela não ilumina o polegar é que uma pessoa pode conseguir capturar o ladrão. Neste caso, o assaltante cuidadosamente evitava a casa. Para para combater o feitiço da Mão da Glória, reza a lenda que deve-se joga leite para apagar as velas.

A Mão da Glória, segundo a edição de 1826 do "Dictionnaire Infernal Collin Plancy", deve ser feita deste modo:
"A Mão da Glória deve ser preparada da seguinte maneira: Tome a mão de um criminoso enforcado em um patíbulo à beira de uma estrada; embrulhe num pedaço de pano de um funeral e uma vez embrulhado torça bem para remover o pouco sangue que nela tiver permanecido. Então ponha num vaso de barro com azinhavre, nitrato, sal e pimentas compridas ( tudo pulverizado ). Deixe nesta vasilha durante quinze dias, então retire e exponha ao Sol quente até que esteja absolutamente seca. Se o Sol não for bastante forte, ponha essa mão no forno quente com feto e verbena.

A seguir, faça uma vela com a gordura do criminoso enforcado, cera virgem, sásamo ( gergelim ) e esterco de cavalo. Pegue a mão e use-a como um candelabro, para segurar essa vela, posicionando a vela entre os dedos médio e anular dessa mão ao ser acesa. E em qualquer lugar em que se entre com tal funesto Feitiço, todos os que aí estiverem ficarão imóveis."

O "Pequeno Alberto" acrescenta que deve a mão deve ser trançada com fios de cabelo do dono da mão.




Fonte:
http://www.surnateum.org/french/surnateum/collection/demonologie/maindegloire.htm
http://www.traditionalwitchcraft.org/hand.html

sábado, 13 de novembro de 2010

Identificando os demônios pessoais


Os Sete Pecados



Levando-se em conta o caráter simbólico de seus elementos, o ritual goético pode ser simplificado ao extremo, tornando-se uma forma de meditação voltada para a integração dos conteúdos que compõem a sombra.

O primeiro passo é identificar esses conteúdos. Você pode preferir trabalhar com os próprios demônios goéticos que, afinal, em última análise, são uma personificação das tendências sombrias da psique. Se optar por essa alternativa, vai encontrar uma descrição pormenorizada dessas entidades em qualquer edição da Clavícula de Salomão (no início do post, dei o link de uma). Eu, porém, não recomendo essa abordagem. Embora sejam uma representação arquetípica, os demônios da Goécia são também clichês elaborados em um contexto - o do cristianismo medieval - que tem pouca ou nenhuma relevância para a psique contemporânea. E apesar do núcleo da sombra ser constituído de partes arquetípicas, ela é também uma montagem altamente individualizada de impulsos reprimidos e traços negativos da sua personalidade. Ou seja, todo mundo tem uma sombra, mas a sombra não é igual para todo mundo. Por esse motivo, é preferível dar espaço para que seus demônios pessoais se revelem sob uma forma igualmente pessoal, em vez de tentar encaixá-los na marra em uma representação coletiva.